Paz no Busão. Diga não ao cotovelo.

05:03:00

No seu significado comum, a palavra Guerra, é um confronto sujeito a interesses da disputa entre dois ou mais grupos distintos de indivíduos mais ou menos organizados, utilizando-se de armas para tentar derrotar o adversário. Sim, guerras acontecem no transcorrer normal da história da humanidade seja por motivos religiosos, disputas territoriais e etc. A verdade é que vez ou outra as guerras aparecem para lembrar que o ser humano é uma criatura altamente competitiva e caso precise, entra em conflito por um motivo qualquer.

Normalmente, quem vive em grandes cidades e precisar utilizar o transporte público, entram em uma disputa diariamente. Uma guerra silenciosa que pode garantir inimigos mortais até a próxima parada. É o caso da busca incansável por uma cadeira no ônibus. O busão sai da sua garagem ainda na madruga e começa a percorrer cada cantinho da cidade. Em cada ponto pega um pequeno competidor, mas como ainda está vazio, os combatentes não mostram suas armas. Mas calma querido leitor, a hora fatídica vai chegar.


7h
7h. Principal terminal da cidade. As pessoas se aglomeram como formigas quando encontram um bolo. O ônibus pára, a guerra inicia lentamente, quando ainda mascarados os guerrilheiros se empurram disfarçadamente. As portas se abrem. Foi declarada a guerra. A principal arma totalmente visível: os cotovelos. Com firmeza e precisão, os combatentes posicionam o cotovelo no seu oponente. E tcham! Dependendo da força e da intenção o empurrado pode revidar ou colocar-se fora do caminho. Os olhares, se tivessem raio laser fariam enormes estragos. E enfim, o ônibus sai. Lotado. Gente pela janela. Se odiando eternamente. 
Seria lindo se fosse assim.

Uma eternidade que dura até chegar ao centro da cidade, onde a maioria desce. As cadeiras são ocupadas pelos poucos passageiros. A bandeira banca fora hasteada.  A guerra deu trégua. 


Mas tem horário marcado para volta: 18h, a hora de voltar para casa. Apoie a campanha : Paz no Busão!

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