às vezes faço o que quero, às vezes faço o que tenho que fazer.

15:15:00

     Reiventar. Sempre gostei dessa palavra, ela por si só já é renovada, afinal não é inventar. Reiventar é inventar novamente, por cima do que já existe. Nós já existimos e precisamos ter esse desejo vivo de se reiventar a cada dia. Esse foi um ano para me reiventar, que desde o início foi um ano do tipo 360º. Daqueles que te reviram e quando você já está confortável de cabeça para baixo de coloca de pé novamente. Não deu tempo de deprimir, nem de chorar, nem tampouco de escrever sobre ele. Passou voando. E hoje, eis me aqui pensando sobre ele.                                                                                         
    Comecei mudando, não internamente, mas de casa. Ou melhor, fui para um apartamento. Morar com mais três pessoas, me desafiando a morar com pessoas amigas mas que eu não tinha contato diário. Como todo começo foi complicado mas no decorrer da convivência foi descomplicando, porque graças a Deus eu tenho a capacidade circense de me contorcer para enfim me adequar ao ambiente me que estou. E foi um ano tranquilo quanto isso, a saudade de casa não foi tão grande, a saudade que era insuportável foi se transformando em uma falta natural. Aprendi a ser só eu para resolver minhas coisas. É assim a lei da vida, não é?! Uma hora a gente tem que crescer. Me apaixonei pelo jornalismo, odiei ele, quase troquei para psicologia, desisti e me apaixonei novamente.      
     Queria trabalhar, arranjei uma entrevista em uma clínica, desmaiei quando vi sangue. Um semana depois arranjei uma entrevista de estágio, mas eu ainda não sabia o que era lead no jornalismo e me ferrei. Dois dias depois coloquei no twitter que queria um estagio, retwitaram, fui pra entrevista, e num dia chuvoso consegui a minha vaga em uma assessoria de imprensa. Aos poucos fui aprendendo que assessoria não é jornalismo e fiquei na dúvida no que quero realmente. Tenho dois chefes super bacanas que me ensinaram a colocar o verbo dicendi nas falas em textos e a ser mais crítica com o que acontece a minha volta. Trabalho de manhã, às vezes acordo com péssimo humor, mas quando saio e vejo o solzão e recebo o bom dia do porteiro do meu local de trabalho eu volto a sorrir e agradecer a Deus por estar viva.
   Esse ano eu percebi que digo besteiras demais e que preciso controlar os meus pensamentos. Quase perdi em uma matéria da faculdade, mas o professor foi compreensivo e me deu os cinco décimos. Conheci lugares legais, pessoas bacanas, fui em mais festas, dei mais risadas, me arrisquei a viver, ganhei um namorado que é um presente, apresentei ele a meu pai para então perceber que uma hora é preciso enfrentar a fera. 
     2010 não foi tão transformador como eu pensei que seria, chego em dezembro, dia oito, às oito horas da noite, com algumas poucas certezas, muitos planos para 2011, uma vontade louca de viajar por aí, de fazer uma tatuagem no ombro, de ler 250 livros, de cursar uma universidade federal e de ter uma mochila bem grande que caiba tudo que eu quero levar pro mundo. Eu ouvi uma frase esse ano que me valeu por tudo que já ouvi: " Vá conhecer o mundo, pra ele te conhecer, é uma troca." É isso aí.

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1 comentários

  1. É isso aí.Reinvente.E aposto que consegue a federal,os livros,a mochila e o mundo.

    =*

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