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Não faço o estilo Fernando Pessoa que precisou de heterônimos para conseguir falar o que sentia, nem de Tomás Gonzaga que precisou se chamar Dirceu para escrever pra sua amada, e graças ao bom Deus não faço parte do grupo de exilados da ditadura que teve que colocar as rosas na história para então poder falar de sua indignação contra o governo.
Escrevo com minha real identificação, falo dos meus sentimentos, da minha euforia de ser livre para tal fato, e como é sensacional.
Por esse amor tremendo a escrita não necessito do anonimato. E espero nunca precisar.
É tão vazio ser anônimo, ser mais um na multidão, que é preferível arcar com a consequência das palavras do que se esconder atrás de um ninguém.
Defendo o direito da palavra,do grito, da resposta, da pergunta, sou a favor do 'Dar a cara a tapa', sou do grupo dos declarados, dos que mostram a cara para então poder ser, dos que escrevem sem precisar de esconder.




-Primeiro post para Tudo de Blog 2009

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