quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Já chegou a 140 km?!

Saiiii da frente!

Posso apostar que nunca ninguém te disse o quanto você é incrível, por mais que saibam disso, nunca foi posto na tua cara o quanto você é legal. Ei, cara, vim te agradecer por existir. Você não entrou na minha vida por escolha minha, veio no pacote. E dessa vez, não foi presente de grego, foi jóia rara. Você não era qualquer cara. Não é um rapaz comum desses que a gente se bate nas esquinas da vida. E espero que essas meras palavras  possam estar te dizendo alguma coisa.

Tenho certeza que o mundo não te conhece direito, nem as pessoas que estão ao seu redor, tá na hora de sair dessa casca,né?! Acho que já passou dá hora de você sair desse muro de resistência de focar só em quem você já conhece demais ou conviveu por anos, chegou o momento de dar a oportunidade aos ainda desconhecidos. Conhecer novos sorrisos e costumes.

Ah, se eu fosse como você... se eu tivesse um emprego fixo e um carro na mão, o mundo ia ficar pequeno, as estradas iam encurtar, seis bilhões de pessoas seriam pouco. Todo mês eu ia fazer uma viagem, a cada lugar guardar uma pessoa, ia conhecer botecos de todos os estilos, ia ter um som e escutar música alta enquanto olhava o mar. Cara, você já é formado, mora só, tem noção do sonho de vida que você tem?! Ah, se eu fosse como você... Talvez eu não fizesse nada disso, mas é bom só de imaginar. Cara, você é incrível. Um ser humano bom, de se conviver, de se ouvir. Fale mais.

Ei, rapaz, não envelheça sem se mostrar não. Sem conhecer mulher de todos os tipos até escolher qual é o seu. Junte grana e faça uma viagem. Ah, cara eu te admiro, e se um dia eu for como você... Formado e com um carro na mão, emprego fixo e morar só, o mundo vai ficar pequeno.  Eu vou dar carona e ver o mar. Todos os dias. E vou te ligar para te dizer o quanto você é incrível.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Não curti


Não sou adepta a vícios, manias, repetições, acho tudo isso nada acrescentador. Não bebo, não fumo, não jogo cartas, nem de linguagem gosto de vício. Corro longe de tudo que aprisiona. Não sou exemplo de pessoa-rotina.

 E o que seria uma pessoa-rotina? Bom... vamos às explicações.

Tem gente que está todo o dia com a mesma cara, nas fotos ou na rua, cabelo impecável e um bom humor matinal quase surreal. Tem gente que não se irrita, concorda com todas as notícias, quase um facebook só com a opção curtir. Anoitece e amanhece 30 vezes e ela está do mesmo jeito, esperando a vida passar.

E todo santo dia é assim. Mais rotineiro que o decorrer do relógio, mais repetitivo que horário político. Bem naquele ritmo da canção do Chico do todo dia ela faz tudo sempre igual.  E vira vício ser assim. Ao menos parece que sim.

Me dou ao luxo de oscilar de humor, de ser chata, barulhenta e soltar os cachorros quando for preciso. Me dou ao prazer de andar de havaiana em qualquer lugar. Me permito fechar os dentes quando eu não tiver afim de sorrir para quem me esnoba. Não é todo dia que eu quero ser simpática. Não gosto da rotina de ser igual. E se, por um acaso, isso for inconstância, eu aceito ser assim. 


Em torno da praça
                                                       As mesmas caras
As mesmas rodas
As mesmas tardes
No mesmo coração

Sem freios."
Sem direção

terça-feira, 27 de setembro de 2011

selado

precisa de legenda?

Ah, o doce sabor de existir.
De estar aqui.
De poder ser você, eu e os outros.  
De cada um poder ser cada um.
Mesmo se não você existisse tudo seria como é.
O ônibus lotado, seu lugar seria de outra pessoa.
Sua vaga na universidade seria preenchida.
Sua mãe teria outro filho.
O amor da sua vida seria de outra vida.
O que você esqueceu seria lembrado. E daí?
O que importa é onde você está.
É ter nascido, é escolher, preencher, encontrar e desencontrar.
 Reboque a cara com coragem e surpreenda a quem te saúda todos os dias com o amanhecer.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

assinado eu.

Eu faço parte da legião de pessoas que vivem em outro mundo.
Não que eu não esteja presente neste aqui, mas mantenho paralelamente uma vida particular, sem permissão para todos, mas com janelas por todos os lados.
Um mundo liberto de problemas, de música feita de refrão monossilábico, de gente metida a besta, de  crises econômicas mundias.

Um paralelo do cotidiano, sem sair dele.
De que forma? Não sendo esponja, não absorvendo tudo que é me imposto todos os dias,
palavras tolas,
gente tola,
imposto, comida fria, gente fria.
Oscilando entre o mundo paralelo e real para não enlouquecer,
Para não viver parecendo sinal de trânsito,
Pare, atenção e por vezes siga.

Para não virar maioria, para ser legal sem ser boçal.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

do texto para o ar

Escrever-se como ser não é tarefa das mais simples, mas é desse exercício que nascem pessoas incríveis.

Entrelinhas. A gente se desenrola como indivíduo nas partes do texto que ninguém lê, nos momentos da vida que só quem vive percebe.  Quando ainda se é lagarta com a aparência áspera que assusta quem vê não é fácil acordar todos os dias, você deseja se tornar melhor e ter asas para ser mais e forças para escrever um belo texto.  Mas essa parte só se aprende com o tempo, para então compreender que somos feitos de fases e que viver no casulo é necessário.

Parágrafo.  É quando chega à hora de mudar de fase, você dá um ponto final e continua na outra linha, para a outra parte do texto você leva o que foi bom e escolhe como vai desenvolver a história. Vírgula. Você as despeja por todo o caminho para pegar fôlego e continuar desvendando o que vem depois dos dois pontos, essa é a hora fatídica quando chega o momento de definir rumo.

Quem é você afinal? Perguntinha difícil essa, porque dentro do texto da vida você pode continuar lagarta, viver em casulo ou ser borboleta.
São as entrelinhas, parágrafos e vírgulas que você escolhe que determinam o continuo escrever da história. Essa sim não tem fim.

"A alma é uma borboleta...há um instante em que uma voz nos diz
que chegou o momento de uma grande metamorfose..."
Rubem Alves

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

o primeiro dia do mês


Ponha a mesa do lado de fora embaixo da árvore, estenda as roupas na janela, quando entrar em casa deixe a sandália na porta, tire o que tiver no bolsos. Tire tudo, coloque tudo para fora. Roupas e sentimentos, almoço e desabafos.  Doe o que não te serve mais, coloque o lixo na lixeira do lado de fora. Nada que não sirva deixe dentro. Nada.

Dispa-se de preconceitos, abrace de coração aberto e de braços abertos, de verdade.  Doe livros, recomende bons filmes, pergunte como está a pessoa que você encontra e escute com atenção. Escute músicas legais e mostre a um amigo. Seja de dentro para fora.

Que dia é hoje? O primeiro do mês, aproveite a oportunidade para ser mais. Mais forte, mais segura, mais, mais e mais. De dentro para fora. 

Basta nada

Viver é um momento. Contemplar.  Viver é um sopro. Lembro-me do primeiro contato com o morrer. Eu tinha cerca de cinco anos. De mãos...