sexta-feira, 21 de outubro de 2011

itinerário perfeito

De onde vem esse medo de não dar certo? De onde vem essa coragem?

Quando ainda moramos embaixo do mesmo teto de nossos pais, eles dizem todos os dias o quanto precisamos crescer para assumir responsabilidades, se formar, ter um emprego, e todas essas coisas. Parece tudo um plano perfeito. Fazer dezoito anos, sair de casa, entrar na faculdade, a formatura, o emprego, a família. Para alguns a vida presenteia com uma rota perfeita, nada fora do lugar.

Já para outros o presente é diferente, pois existem as entrelinhas, os famosos pedágios. A vida te de cobra preços, por vezes alto. Você procura nos bolsos como pagar e não encontra e só por esse motivo desvia da rota principal para que com muita humildade encontre novos caminhos.

Os pedágios são os obstáculos, as portas na cara que você vai levar, gente que vai querer o mal, a falta de tudo, de comida, de dinheiro, de sono, de amor. Os pedágios são as sensações de derrota, de ser fraco demais, burro demais, sem sorte. Os pedágios vão te derrubar muitas vezes. Mas como a palmatória do mundo vai te ensinar, a ser gente de verdade.

A rota do equilíbrio,onde tudo é fácil  não oferece a enciclopédia da vida, essa, só é lida por quem paga preços, por quem mete a mão no bolso e abre mão de certas coisas para ter a mente livre e o coração limpo. 

Agradeço por cada desafio imposto, por meus sonhos ora podados, ora livres. Pelo pensamento de dar certo, pelas escolhas erradas, por toda merda que eu já levei na cara e por todos os aplausos que já recebi. Ainda não conheço a rota perfeita, mas  alguma coisa dentro de mim me diz que eu estou no caminho certo. Avante.




"eu não sei se é o tempo e a idade, ou a quantidade de repetições de uma mensagem, que ensinam que não vale a pena ter razão. Que é sempre melhor ser feliz do que saber tudo. Que a ignorância é a benção que preserva o coração." Carol Burgo

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

com que cara eu vou agora?

E todas as vezes que eu deixei a razão escapar pelos dedos  derradeiramente senti medo.

Quando expomos nossas fraquezas sentimentais é como um super- herói perder os seus poderes. O corpo parece mais frágil e todos os olhares críticos se voltam para o seu erro, você fica pequenino, recuado. Um cachorrinho no meio da chuva fria. Se você for sentimental demais, vai chorar. Se for explosiva, vai xingar, gritar. Se for os dois, vai fazer tudo, chorar, xingar, gritar. E esse é o meu caso.

A verdade é que nunca gostei de expor para os olhares sorrateiros a minha falta de razão, ou melhor, a minha loucura, ou fraqueza, não sei. Não gosto. Porque cinco segundos depois do ato falho, vem o enorme arrependimento por ter colocado na mesa a minha cara de palhaça limpa, no ponto de bala de ser pintada pelo público presente. Na garganta vem o grito de : Dane-se. Mas ele não sai, pelo contrário, me sufoca. Eu vou embora com cara de maluca, de chata, sem expor a minha opinião, sem razão e com vergonha. Acuada.

E nesses dias falhos o breve resumo: Chego em casa, olho pro espelho, a essa altura a maquiagem já está borrada, a raiva estampada e o sonoro ‘Merdaa’ sai da minha boca. Mas esse merda é para mim. Perdi mais uma oportunidade de parecer uma pessoa equilibrada,  perco a festa e saio com fama de chata.  Não sei sai a francesa, não sei chegar de fininho. No outro dia, acordo com ressaca moral, prometo mudar e pulo da cama.

Exposição desnecessária? Sinceramente eu não sei, porque por mais feio que seja, eu fui de verdade. Engasguei-me com a raiva e sai bufando, mas não deixei a vida fazer da minha cara paisagem ou deixei a galera sambar em minha opinião. Quando tiver que parecer fraca para depois me senti mais forte eu vou fazer. Prefiro dormir arrependida do que com vontade.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

de todos os amores e amigos, de você me lembro mais.

Talvez fosse uma história qualquer, um romance banal, coisas de fim de semana. Mas não foi, a história deu certo.
Há um ano eu encontrei o ponto de equilíbrio. Há 365 dias, eu tive certezas de coisas que eu não conhecia. E naquele dia em que eu te disse sim, o universo inteiro disse sim para mim. Porque por mais que eu acreditasse no destino, no amor e nessas coisas, você foi a mais bela surpresa. Dessas dignas de Natal. Dessas que só quem nos ama muito para oferecer. E eu devo agradecer a cada amanhecer a Deus por ter ligado a tua vida a minha.

E mesmo quando tá chuvendo, quando a grana tá pouca, quando a paciência tá no limite, nada substitui o seu sorriso. E eu abro mão do meu orgulho por você. Sei que sou osso duro, sou chata e todo o resto que todo mundo vê. Mas hoje, eu agradeço por não me vê do jeito que a maioria, por me enxergar no escuro, nos dias tristes,por enxergar meu coração, por me oferecer a mão quando todo mundo se virou.

Eu me apaixonei por você quando a cada pessoa por quem você passava oferecia um bom dia, eu te amei de verdade quando você deu o seu lugar a quem mais precisava, eu te admirei quando você abriu mão da sua vontade por quem você amava.

O ser humano mais incrível que eu já conheci, é só que posso te dizer. Agradeço a Deus por ter deixado os meus olhos e o meu coração aberto. Para tentar mais uma vez, para respirar fundo, para pedir desculpa e concordar. Por te amar por completo, por me sentir completa. Por esse amigo, por esse companheiro...e de tudo que eu já abri mão é pouco. E por esse amor eu aceito baixar a guarda, quebrar o gelo e enfrentar o mundo. Te amo muito minha vida. Que venha os dias, os anos, os desafios.

Basta nada

Viver é um momento. Contemplar.  Viver é um sopro. Lembro-me do primeiro contato com o morrer. Eu tinha cerca de cinco anos. De mãos...