Não escrevo para mim. Nem para as pessoas próximas. Escrevo para quem não conheço ou vejo pouco. Escrevo para você, que por curiosidade ou acaso, se vê lendo palavras desta aqui que vos fala. Não escrevo pra passar o tempo ou desabafar ( apesar de falar que seja), escrevo por paixão.
Satisfação? Não sinto maior do que quando alguém diz que me lê, ou melhor que se identificou com o que encontra aqui. No princípio esse blog foi feito para conseguir uma vaga no Tudo de Blog da Capricho, unicamente isso, depois de um ano de posts, eu consegui a tal vaga. Mas depois de um tempo, vi que não era só isso. Era sentimento, eram histórias, pessoas, um movimento de coisas que postei .
Pessoas? Sim, o tempo todo. Na maioria das vezes ocultas, nos quase trezentos textos que deixei aqui. Frases repetidas, clichês, textos piegas, soltos na imensidão das palavras, muitas vezes sem sentido algum. Textos feitos em papel, durante alguma aula. Cartas para Deus, para vida, um recado, um aviso. Sobre a presença de alguém, sobre a falta.
O tempo. O assunto preferido. Inerente a ele, a morte, os instantes, a hora, os 'flashes'. Gosto de sentir o gosto das palavras, pronunciá-las antes de escrevê-las.
Esse texto é uma tentativa de agradecimento a você, pelos minutos dedicados a ler quem você não conhece ou não conhece tanto. Obrigada por ter deixado seus olhos caminharem por algumas das minhas frases. Que quando deixo aqui, torno-as públicas e soltas no mundo. Que criem asas, que se deixem levar e que me levem, e algum dia, me tragam de volta.
Marília Macedo

