terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Pedaços de Mim e Antropologia Cultural







" Eu não esqueço, mas perdôo. "


Lendo essa frase pela primeira vez ela soa estranha. Porque como se pode perdoar e não esquecer ? As duas coisas podem acontecer simultaneamente?! Ou o perdão é ilusão?
Fiquei refletindo sobre ela, depois da aula de Antropologia Cultural. Durante a aula nós assistimos o filme 'Osama' e essa é a frase que aparece no início, juntamente com o fundo de imagem preta e o som de um vaso de metal tinindo em meio ao silêncio.  
Ao fim do filme, na discussão entre os alunos sobre as diferenças culturais entre os muçulmanos e a nossa cultura, não sei em que momento, mas chegamos a uma frase de Chico Buarque: " Saudade é arrumar o quarto de um filho que já morreu".
E pensei sobre saudade e perdão, e em como usamos palavras sem verdade. E o quão assustador é não ter a liberdade de sentir, de desejar, de amar, como acontece com as mulheres que usam a burca, tanto a visível da cultura muçulmana que esconde todo o corpo como a burca da alma que muitas mulheres usam impedindo-se de ser.
É como ter sua alma amputada. Seu sentimento arrancado. Deixando claro que não estou entrando em uma discussão cultural do que seja certo ou não, porque como a verdade, a cultura é relativa.
Mesmo não parecendo dá para relacionar o sentido de saudade, esquecimento e a burca da alma, burca tal que esconde os latejos permanentes do querer. E saudade disfarçada é como mito de Prometeu que iria ter seu fígado comido por um abutre todos os dias durante a eternidade.
Esquecer-se é deixa o que se tem na memória sair, é dar a liberdade de lembrar de outras coisas.
Perdoar permite que aos poucos possamos abrir frestas deixando a luz voltar a clarear. E como Chico Burque suavemente canta com sabedoria : "A vida segue sempre em frente, o que se há de fazer ?"


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Aí você apareceu :)

Que me perdoe os ficcionados em música com um gênero diferente desse que eu vou falar, mas, ultimamente eu só escuto ele : Luan Santana.
Engraçado como uma canção pode te projetar para o passado ou para mudar o futuro. E o danado do Luan foi um tremendo sinal, como uma canção dele diz.
Tiveram vezes em que eu tentei deixar de ser o que a minha essência é, por achar mais cool ser diferente. Uma roupa, um rock, uma ideia, eu sou muitas coisas, mas não isso.
Eu sou babaca, daquelas que não se fabricam mais. Ou se foram fabricadas, ficaram escondidas. E o Luan com aquelas canções me trouxeram de volta.
Quem resiste aquele rostinho fazendo bico e falando: É amor demais da conta ! 
Falando assim parece que estou nutrindo um amor platônico, mas não chega a tanto. Mas é que graças aquelas canções com um toque quase brega de falar de amor, de alguma forma eu acho que encontrei algumas respostas.
Na verdade, eu nem sei se estão certas, mas me parecem mas interessantes a seguir.  E eu que achava que... A vida fosse só uma viagem. Concorde ou não, vamos respeitar, que tem certas canções que tem poder. Valeu, Luan Santana! Obrigada. :)


 

 

E meio louco , meio obcecado
Pra te econtrar em algum lugar do mundo
E mesmo sem nunca ter te tocado
Me pertencia, bem lá no fundo

Basta nada

Viver é um momento. Contemplar.  Viver é um sopro. Lembro-me do primeiro contato com o morrer. Eu tinha cerca de cinco anos. De mãos...