quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ser blasé e a arte de não sê-lo

De uma esquina a outra sempre encontramos com pessoas de filosofias de vida distintas.
E desde criança nos deparamos com pessoas blasés, sabe aquele tipo que parece que gasta sua total energia para olhar pro lado?! Ou que levanta a sobrancelha em um sinal de desdém quando nós, meros mortais, demonstramos entusiasmo em algo.
Gente amena, morna, gente que não se leva ou deixa ser levado, que não é de verdade. Que está no mundo de passagem, não faz história, não vai ser lembrado.

Esse tipo me entedia. Me cansa. Gosto do drama, do riso fácil, da explosão, das declarações de amor eterno que dura um mês, da absoluta certeza que se apaga em um dia.
Há pessoas que possuem um nome maior do que elas mesmas, isso é ruim. Na verdade isso acontece quando a gente morre, já que o que sobra de nós só será mesmo o nome.
E voltando a ideia do que move a vida de um blasé. Afinal, ele ensaia a frase que vai dizer e cospe as palavras que diz.
Os blasés não se deixam fotografar em momentos espontâneos. Talvez eles nem saibam o que seja.
Nada interessante acontece na vida do blasé, ele não acha nada interessante.
Pessoas que se declaram me encantam, pessoas que se expõe.
Declarando amor aos pecados deliciosos de se cometer. Pessoas que não tem pretensão de se santificar ou se tem não se excedem.
Gente que se diverte numa fila. Gente que consegue quebrar o gelo, que sussurra e grita.
Gente que se mostra.
Não quero o que está oculto. Quero o visível, o declarado. 






( baseado nos textos de eliminação do BBB de Pedro Bial, especialmente o texto Pipoca de Martha Medeiros.)
Quem lê favor não pensar que é para si.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

além

Renego o medíocre.
Toda e qualquer palavra
que desrespeite a arte
Renego a má-fé
as pessoas de má-fé.
Renego a farsa, o mal,
a falta de sentimentos.
E renego principalmente
quem priva-se do direito de ser.

Marília M.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

História contada

Este filme conta uma história, que poderia ter acontecido em qualquer época, em qualquer canto do Brasil. Esta história poderia ter ganho um rumo bem diferente, assim como a nossa vida, que no densenrolar dos acontecimentos vão se transformando em outra história, a nossa.
De repente, por uma outra perpespectiva tomamos consciência de tudo que fizemos, ou apenas de algumas coisas que podemos lembrar. Fatos relevantes, inesquecíveis, que tiram o fôlego ou que te dão sono.
Engraçado, como só durante outro momento vamos lembrando de outros que já estavam esquecidos na grande caixa, a memória. É como um ciclo, um instante leva ao outro, um se liga ao outro. Que juntos formam uma vida.
Comecei o texto falando de um filme que eu não revelei qual foi, e já me vejo falando sobre outras coisas, porque assim é o decorrer das palavras, elas vão se soltando, formando algo novo.
O homem tem o poder da sua vida nas mãos, parece até slogan de cartão de crédito, mas não é. O poder nas mãos, até hoje, eu não descobri se ele tem realmente, mas ele pode ter escolhas, essas sim tem o poder de nos levar.
Como já li uma vez: ' Uma escolha tem o poder de determinar a sua vida', um sim, um não, uma palavra dita, o silêncio. Muda tudo.
Acabei de assistir o filme , e vim escrever para que não perdesse o sentimento que enxerguei nele.
O Contador de Histórias, brasileiro, negro, pobre, cheirava cola, fumava maconha, fugiu da FEBEM mais de cem vezes, para o sistema, irrecuperável. Para a vida, não.

Pode ser que a tua história não seja carregada de tantos fatos que ficam à margem da lei, mas deve ter algo que você deseje mudar. Ou refazer, ou melhor, fazer. Talvez você não precise de alguém como o Roberto Carlos teve a pedagoga, possa ser que você seja esse alguém.
Para que a sua história seja tão bonita que mereça ser contada ela não precisa sair exatamente como os seus planos foram feitos, faça escolhas. E determine algo maior, a tua vida.
Escreva a tua história e conte-a. Há de ter quem escute.


( tive que escrever o que eu desejava falar dessa forma, desejo muito que quem eu desejo que leia, entenda.)

sábado, 2 de janeiro de 2010

a partir do ano dois mil, poetas e vida.



Antes de escrever um texto eu sempre procuro o significado exato das principais palavras que vou usar no construir das frases. No caso deste texto, procurei pela palavra JUVENTUDE. O significado como na maioria das vezes não condiz com a intensidade que a palavra pode causar.
Sei que no meu blog falar sobre o tempo e as consequencias avassaladoras que ele causa é um tanto quanto batido. Mas não sei controlar minha inspiração. Lendo o livro ' O Retrato de Dorian Gray' de Oscar Wilde que fala por meio de um romance sobre como o tempo é devastador, e como verdadeiramente a arte é a maneira mais pura para se eternizar alguma coisa, penso em como isto é fato.
Parece que foi ontem que chegou o ano 2000 e eu passei a fazer a conta de anos por ele, já que era mais fácil, e do ano 2000 já se passaram uma década.
Um década de intensas mudanças, não só na minha vida, mas com certeza na tua vida e mais ainda no planeta.
E para não fugir do tema principal, a juventude. Percebo como esta seja uma coisa rara, porque ser jovem vai além de um número na idade, tem muito mais a ver com alma, espírito, essas coisas, que já foram ditas, que você já sabe.
É, meu sincero sentimento sobre ser jovem é o medo de não sê-lo. Na quero ter que passar pela vida e deixar fases e coisas por viver, por fazer, não quero ter que cantar a música Epitáfio como um hino sobre a minha vida. Sei também que não vou ser exatamente Cazuza, porque não condiz com o que eu sou, mas quero cantar Vinte poucos anos de Fábio Jr. com a certeza de que fiz o que pude, e principalmente fiz o que eu quis.
Usei todas essas palavras para tentar falar o quanto é realmente importante você tomar posse da tua vida, e fazer dela o que deseja, realizando sonhos, respirando fundo e indo um tanto quanto mais além do que normalmente vão.
Viver são coisas que muitos poetas já falaram e outras coisas que ninguém nunca vai conseguir dizer, e eu, uma simples mortal, digo, viver é muito bom. Intenso, uma experiência única.
Juventude...não sei mais o que dizer, o mais importante, é vivê-la, mas só irei poder falar com mais verdade sobre ela, quando ela não me pertencer mais como hoje pertence.

Basta nada

Viver é um momento. Contemplar.  Viver é um sopro. Lembro-me do primeiro contato com o morrer. Eu tinha cerca de cinco anos. De mãos...