De uma esquina a outra sempre encontramos com pessoas de filosofias de vida distintas.
E desde criança nos deparamos com pessoas blasés, sabe aquele tipo que parece que gasta sua total energia para olhar pro lado?! Ou que levanta a sobrancelha em um sinal de desdém quando nós, meros mortais, demonstramos entusiasmo em algo.
Gente amena, morna, gente que não se leva ou deixa ser levado, que não é de verdade. Que está no mundo de passagem, não faz história, não vai ser lembrado.
Esse tipo me entedia. Me cansa. Gosto do drama, do riso fácil, da explosão, das declarações de amor eterno que dura um mês, da absoluta certeza que se apaga em um dia.
Há pessoas que possuem um nome maior do que elas mesmas, isso é ruim. Na verdade isso acontece quando a gente morre, já que o que sobra de nós só será mesmo o nome.
E voltando a ideia do que move a vida de um blasé. Afinal, ele ensaia a frase que vai dizer e cospe as palavras que diz.
Os blasés não se deixam fotografar em momentos espontâneos. Talvez eles nem saibam o que seja.
Nada interessante acontece na vida do blasé, ele não acha nada interessante.
Pessoas que se declaram me encantam, pessoas que se expõe.
Declarando amor aos pecados deliciosos de se cometer. Pessoas que não tem pretensão de se santificar ou se tem não se excedem.
Gente que se diverte numa fila. Gente que consegue quebrar o gelo, que sussurra e grita.
Gente que se mostra.
Não quero o que está oculto. Quero o visível, o declarado.
( baseado nos textos de eliminação do BBB de Pedro Bial, especialmente o texto Pipoca de Martha Medeiros.)
Quem lê favor não pensar que é para si.


