domingo, 25 de julho de 2010

Bom dia.

Lembranças.Sabe quando você vasculha a memória atrás de lembranças que parecem ter sumido do cosmo?! Sim, eu sou uma pessoa nostálgica, constantemente relembro coisas que já foram e não são mais, por algumas vezes valorizo mais o produto "passado" do que a mercadoria de hoje. 
Isso no mercado é bom, afinal, arte só é valorizada depois de muitos anos. E o vinho que o diga. Mas, pessoas...quando se trata de pessoas temos que ser mais cautelosos.
Ninguém por mais beberrão que seja é uma garrafa de vinho. Pois bem. As lembranças são na verdade uma válvula de escape do tipo:" Se nada der certo, fulano me serve." É...é exatamente assim que funciona, o pito do pneu de bicicleta.
Cautela, senhora comportamento, cautela. Ontem andei vendo umas fotos e vai dando uma saudade quase que insana,'sacomé'?'
É errado, eu sei. Mas senti um desejo enorme de entrar naquela foto e viver tudo de novo. Tudinho. Sem mudar nada.
Mas, não posso e também não devo. Eu não sou mais aquela menina do dente torto e cabelo inchado da foto, apesar de que meu cabelo não mudou muito. O dente o aparelho ajeitou.
Simplificando, não sou mais da foto. Ou sou?! 
Se as lembranças me pertecem, eu também sou a lembrança. Ou não?! Eita, papo de maluco...Vez ou outra eu tenho cada pensamento de louco...Mas, enfim.
As lembranças nos transformam no que somos hoje. 

Hoje, eu não estou escrevendo um texto, estou conversando com vocês de forma indireta, você pode comentar aí embaixo e me responder. Ou se não quiser, pode ler meus textos lá de baixo. Sentimentais que só. Feito eu.
É, pensar faz bem. Mas não tanto. Fica a dica. Bom dia !

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Vírgulas.



Pessoas que se vestiam de pessoas e andavam pelas ruas, como se fossem pessoas. 
Juravam amor eterno, cobria os pés com sapatos e perguntavam as horas para os estranhos.
Choravam pelos cantos, escreviam cartas amargas, usavam de mentiras para se livrar de problemas.
Pareciam ser pessoas, mas não eram.



Se amontoavam pelas esquinas.
Bebiam café com pouco açúcar e pediam paciência.
Vez ou outra esqueciam que não tinham sombra.
Afinal, não eram pessoas.
Eram alguma coisa que eu ainda não podia identificar.
Mas não tinham lembranças, nem histórias, nem sentimentos e nem olhar...Andavam pelas ruas, pareciam ser pessoas,mas não eram.


Marília Macedo

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Pela metade não é pessoa. é só metade.

Certas coisas não podem ser manipuladas. Sentimentos é uma delas. Vez ou outra, temos a falsa idéia de dominar o nosso sentimento ou pior ainda, o do outro. Ilusão sem fim. Como dizem por aí, “coração é terra que nem todo mundo pisa”. Por mais que pensemos estar adentrado no sentimento do outro, certeza não haverá, nunca.

E assim, carregaremos o peso da dúvida. Dúvida essa, responsável por nos fazer persistir nessa exploração alheia. Ouviremos o Tum Tum Tum do outro lado da linha e não saberemos se foi por falta de vontade de falar ou uma simples e corriqueira queda da ligação.Certas coisas você nunca vai saber.

A mensagem que não chegou. O sorriso que não se abriu. A pergunta que não foi respondida. Não adianta cobrar amor. Não se cobra amor, nem sentimento nenhum. E por mais que você sinta algo por alguém, isso não lhe dá o direito de querer retorno. A falta de reciprocidade não é silenciosa. Pelo contrário, grita. Mas não é por isso que vai ter que haver a cobrança.

Pegue os sentimentos de verdade, aqueles que você guardou para alguém. Por anos, com lágrimas, cheios de sonhos, aquele sentimento que você considera o mais bonito. Não guarde mais. Não escreva sobre ele. Não se lamente. Se  a pessoa a quem você direciona não deseja receber, não sofra por isso. Doe para o mundo. Doe toda a verdade que houver. E quando fizer isso, chore. É um pedaço de você que vai junto. 

Mas, se a verdade vai com ele, sua tarefa foi feita com louvor.De uma coisa tenha certeza: Só se preenche quem se doa. Plenitude exige amadurecimento. Amadurecer é dolorido. E quando sentir que fez a coisa certa apesar da dor, agradeça. Você nesse momento, se tornou um ser humano. Por completo.

Por inteiro.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

nada de mais. ou demais.

O REENCONTRO.

Olhar satisfeito. Passos em direção do cara bem vestido no balcão do bar

Oi! Como anda sua vida? Tem um tempo que a gente não se fala...Senti saudades de conversar com você...Por certo você não se lembra mais de mim. Ainda lembra do meu nome? Ai como eu sou tola! Não estou acostumada com relações passageiras. Desculpe. Tenho que ir.

FIM DE PAPO

"Eles nunca se falaram realmente. Conversas triviais em um fim de noite, um beijo, um tchau. Nada de promessas. Mas há sempre quem não se acostuma com esses romances tipo "Cinderela"."

Basta nada

Viver é um momento. Contemplar.  Viver é um sopro. Lembro-me do primeiro contato com o morrer. Eu tinha cerca de cinco anos. De mãos...