Deixem que eu me desligue do mundo, que eu esqueça convenções, regras e todas aquelas leis que ninguém sabe quem inventou, mas a gente segue como uma lei divina.
Percebi que tudo foi inventado, programado para que acontecesse e destino nem sempre é regra. Viver é um ato suicida e deliciosamente chamativo.
Ser jovem não é uma data, uma época, é a chama que mantém o desejo de respirar ativo e é sempre o meu preço para a felicidade.
E que felicidade é essa meu Deus?! Se não os instantes de intensidade em que entregamos os nossos sentimentos, por inteiro.
E que Deus seria esse que me permitiu a vida e que irá me castigar se eu pecar...mas o pecado é uma invenção. E tudo que foi inventado pode ser reiventado .Isso me fascina.
Gosto do perigo, do sangue pulsando rápido, da respiração ofegante e do suspiro no final. A liberdade é o meu tesão na vida. E não é a que permite ir e vir, mas a que me permite essa coisa de soltar os pensamentos e o corpo. Encontro no crepúsculo dos dias a curiosidade de ver a alvorada dos próximos momentos que virão.
Ando sempre como quem fosse perder os passos no passo seguinte, é como se cada um deles fosse o último. E não há nada de clichê nisso,muitos falam e poucos fazem.
Quando quero sentir um sabor, não desejo, sinto. Seja lá o que for, seja lá onde estiver. A raridade está em todos os lugares, em todas a palavras.
e eu me orgulho de ser assim, mesmo que orgulho não seja coisa muito boa de sentir. Belchior disse :' Quando eu ganhava esse mundo de meu Deus,fazendo eu mesmo o meu caminho'. E isso é humano. É divino e eterno tudo ao mesmo tempo.
Se for para ser condenada por amar a vida eu aceito a minha sentença. e que fique dito, jamais, em tempo algum, eu deixei as ideias inúteis me guiar.
Se isso for loucura, por mim, tudo bem.


