segunda-feira, 18 de maio de 2009


Sinto o corpo
C
A
I
N
D
O

Dentro de uma saudade estranha, como se fosse um buraco fundo.
e de uma forma insensata eu sinto falta do que ainda não aconteceu,
sinto saudade de quem não conheci,
e quero voltar pro que ainda não senti.

sentimentos indecifravéis,
vontade de ser, de completar o que está inacabado.
recriar, montar, juntar, as peças desse quebra-cabeça interminável que é o desafio de ser,
ser humano.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

passou ? não percebi


Mais cedo ele telefonara, deixara recado na secretária eletrônica.
Eu não sabia exatamente de quem se tratava, mas decidi retornar, talvez por curiosidade ou apenas por respeito.
Assim que tive um tempinho liguei, não sabia porque o coração tinha começado a bater daquele jeito, com a voz trêmula perguntei de quem era, no momento em que ele respondeu quase perdi o sentido, aquela voz... Como eu não reconheci ? Claro ! Era ele ! como tinha conseguido meu telefone ? acabei desligando a ligação sem me despedir.
Por que haveria te ter me ligado depois de tantos anos ? Me fazer pensar em tudo outra vez, era muito desaforo !
Aturdida, sai pelas ruas com a cabeça cheia de perguntas. Acabei chegando sem perceber a antiga pracinha, onde conversamos pela primeira vez.
Sentei cautelosa no banco que eu tanto conhecia, peguei o MP4 na bolsa e coloquei no último volume, fechei os olhos e mergulhei nas minha lembranças.
Teria sido tudo tão diferente se ele não fosse tão cabeça-dura, por que não entendeu meus motivos?
Respirei fundo e quando percebi as lágrimas já tinham molhado o meu rosto.
Eu amava aquele cara desde a primeira vez que ele tocou meus lábios, nunca tinha deixado de pensar nele, embora tivesse conhecido e até me envolvido com outros.
Mas, eu já estava recuperada, tinha colocado esse sentimento escondido em algum lugar dentro de mim.
E agora ele me liga ? que raios ele queria ? pensei em mil possibilidades, percebi que eu não havia perdido a imcomoda mania de imaginar as coisas.
Resolvi sair correndo dali, peguei o primeiro ônibus, sem nem perceber para que lugar iria o desgraçado do ônibus. Chegara no fim de linha, eu não podia acreditar...Rua Flores, a rua onde tantas vezes passei horas perto daquele que tinha sido minha mais forte lembrança.
Casa nº 81, era ali, eu já não reconheceria, mudara a cor, o formato da entrada, mas eu sabia que era ali.
Passei 10 minutos com o dedo sob a campanhia, tentando entender porque o destino havia me levado para ali.
De repente o amor se aconchegou em mim outra vez, toquei, haveria de ficar na porta até que me atendesse.
Alguém vinha, era ele, eu podia conhecer seus passos, mesmo depois de quase uma década.
A porta abriu.
- Oi ! É você ? pensei que não quisesse falar comigo. Desligou na minha cara o telefone...
-Não, não... desculpe...não foi isso.... esquece ! O que queria ?
- Nada de mais... só pra saber se você ainda estava com meu cd de Belchior...
O sangue tinha se esquentado nas minhas veias !
-Ah, o cd...quebrei ! Na nossa última briga .
-Sabia que você não tinha deixado de ser essa louca inconsequente !
-Sério ? Eu vim aqui só pra ter certeza que você continuava sendo insensível, grosso !
Pararam, olharam-se e beijaram-se como se ainda fossem aqueles adolescentes namorando na Rua Flores.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Por trás do véu, uma virgem desavisada.


Coro as bochechas só de pensar nessa palavra: SEXO. Não que eu não leia sobre o assunto, eu até leio. Mas pela intensidade da palavra e por todos os paradigmas que envolvem o sexo.
Penso que devo ter uma visão não tão romântica, casar virgem não é bem meu próposito, mas também não banalizo, quero que seja por amor.
Na verdade, poucas vezes pensei no assunto ou conversei sobre isso com alguém.
Espero que percebam o tamanho da besteira que é não discutir sobre algo natural, e tão antigo quanto o primeiro homem que pisou na terra e iniciou a humanidade.
Será que não é normal perder a virgindade ?! E que raio de véu é esse que não permite a gente tratar desse assunto numa sala de jantar em família ( se você faz isso,meu Deus, que inveja!).
Claro que não é para sair por aí fazendo ou falando como se fosse a mesma coisa que discutir a derrota do Corinthians no domingo, mas também não precisa enfiar a cabeça no buraco quando alguém curioso, bem-resolvido ou até intrometido perguntar:
- Você é virgem ?



*Pauta para o site da Capricho, Tudo de blog.

domingo, 10 de maio de 2009

Minha guerreira mãe


Mamãe, a quanto tempo eu não te chamo assim não é ?!
Desde que eu percebi que era grande, e quis conhecer o mundo, você me deu a confiança que eu precisava para lutar.
E todos os dias assim com as dificuldades
eu percebo que mesmo que o tempo passe
o amor de mãe é igual em qualquer idadde.

Lembro com carinho das tardes que eu tirei a sua paciência
com minhas dúvidas em ciências.
Das broncas, do beliscão, do tapa bem dado.
que a mão forte a sua hein mãe ?!

Foi essa mão forte que me segurou na minha tristeza,
que não me deixou sozinha nas noites de medo,
que entendia que eu tinh os meus segredos.
Foi a mão forte que me guiou pelo caminho,
e que arrumava minhas coisas, quando tudo parecia um ninho.

Mãe, sei que você vai ser minha fã nº 1
nos palcos do teatro da vida,
que vai me apoiar mesmo se eu viver pintada de palhaço.
Obrigada por ter me ensinado a dar a partida na minha vida,
se mantenha forte que só estamos na subida.



Da sua filha poeta, maluca,palhaça, bagunceira, mas com juízo.
Marília Macedo

terça-feira, 5 de maio de 2009


Amor,então
também acaba ?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é o que transforma
numa matéria-prima
que a vida encarrega
de transformar em raiva
ou em rima.


Paulo Leminski



fase poética, literária, escritora. :)



domingo, 3 de maio de 2009

Não me levem em uma livraria, eu surto !
Quero comprar, tudo, tudo ! Clarice, Mário Quintana, os mais lidos, os melhores, os antigos, revistas, tudo tudo !
Se eu tiver alguns tostões, gasto todo, em papel. Todinho em papel.
Não adianta me falar que existem e-book, não adianta, eu quero papéis, livros, ver as páginas.
Sou consumista, mas não deveria. Não tenho dinheiro, não tenho cartões, nem cheque, só a vontade de consumir.
Antes comprava pôsteres, revistas de Sandy e Jr, colecionava cada notícia, gastava todo o dinheiro nesses papéis.
Papéis me transferem para um mundo paralelo, para outras realidades, e é tão bom.
Comprar dá um poder, não maior do que o de ler os livros de uma linda e enorme livraria. 


*Pauta para o blog da Capricho Tudo de Blog

Ditadura ? Bobagem,você nem sabe o que foi isso.

Recolhe-se aquilo que está fora do seu lugar.
E sem dúvida nenhuma os limites para os jovens não estão mais no lugar que deveriam estar.
Com o passar dos tempos os jovens foram ganhando espaço e perdendo o respeito a autoridade dos pais.
A família foi entregando a responsabilidade de educar seus filhos a escola, que não tem como suportar a pressão de transformar todos esses adolescentes em cidadãos.
Foi aí que entrou a mão do Estado, que não é a mão de uma mãe, e sim de uma madrasta, que sem pena usa dos mais fortes artifícios para retomar aqueles limites perdidos.
A verdade é que o toque de recolher é uma medida drástica, mas onde foi aplicada parece está tendo efeitos positivos, mas até quando irá funcionar ? E quando a polícia perder o controle sobre esses jovens ?
Eu, como adolescente não me encaixaria mais no Toque de recolher já que tenho 18 anos, mas sou a favor, porque temo os jovens sem limites, temo até onde eles podem chegar.
Não recebi essa notícia como fim de liberdade,ditadura nem nada disso, os jovens de hoje nem se aproximam daqueles que viveram a juventude em época onde tudo era proibido, eles perderam foi o respeito.
E respeito nós adquirimos dentro de casa, horários, rotina, e é dificil lidar com quem não aprendeu isso.


*Tudo de Blog para a Capricho

Basta nada

Viver é um momento. Contemplar.  Viver é um sopro. Lembro-me do primeiro contato com o morrer. Eu tinha cerca de cinco anos. De mãos...