terça-feira, 27 de outubro de 2009

O divino, o humano e o eterno



Deixem que eu me desligue do mundo, que eu esqueça convenções, regras e todas aquelas leis que ninguém sabe quem inventou, mas a gente segue como uma lei divina.
Percebi que tudo foi inventado, programado para que acontecesse e destino nem sempre é regra. Viver é um ato suicida e deliciosamente chamativo. 
Ser jovem não é uma data, uma época, é a chama que mantém o desejo de respirar ativo e é sempre o meu preço para a felicidade.
E que felicidade é essa meu Deus?! Se não os instantes de intensidade em que entregamos os nossos sentimentos, por inteiro.
E que Deus seria esse que me permitiu a vida e que irá me castigar se eu pecar...mas o pecado é uma invenção. E tudo que foi inventado pode ser reiventado .Isso me fascina.
Gosto do perigo, do sangue pulsando rápido, da respiração ofegante e do suspiro no final. A liberdade é o meu tesão  na vida. E não é a que permite ir e vir, mas a que me permite essa coisa de soltar os pensamentos e o corpo. Encontro no crepúsculo dos dias a curiosidade de ver a alvorada dos próximos momentos que virão.
Ando sempre como quem fosse perder os passos no passo seguinte, é como se cada um deles fosse o último. E  não há nada de clichê nisso,muitos falam e poucos fazem. 
Quando quero sentir um sabor, não desejo, sinto. Seja lá o que for, seja lá onde estiver. A raridade está em todos os lugares, em todas a palavras. 
e eu me orgulho de ser assim, mesmo que orgulho não seja coisa muito boa de sentir. Belchior disse :' Quando eu ganhava esse mundo de meu Deus,fazendo eu mesmo o meu caminho'. E isso é humano. É divino e eterno tudo ao mesmo tempo.

Se for para ser condenada por amar a vida eu aceito a minha sentença.  e que fique dito, jamais, em tempo algum, eu deixei as ideias inúteis me guiar. 

Se isso for loucura, por mim, tudo bem.




sexta-feira, 23 de outubro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

não há tempo que volte amor..

De repente vi que eu não era mais aquela que aparecia no espelho há algum tempo atrás. Isso me assustou.  Não percebi que eu não tinha mais aquele rosto, e nem vestia aquelas roupas. E aqueles brincos que eu usava já não tinha mais.
De repente eu percebi que o tempo realmente passava, sem que pudéssemos ter a consciência disso e que não importava o quanto eu tivesse imaginado ou pensado em fazer  certas coisas, só o que eu faço me transforma no que sou.
De repente eu vi que as cartas que eu não mandei não iriam mais ser lidas, e não fazia a diferença se elas haviam sido escritas, porque o que determinava o valor das palavras eram elas serem sentidas.
De repente eu encontrei um convite de uma festa que eu não fui, e agora já não serviria, a festa acabou e eu não conheci as pessoas que eu poderia ter conhecido se tivesse aceitado ir.
De repente eu tive medo de não ter me tornado quem eu queria ser.
De repente eu vi que eu não tinha mais ao meu redor as pessoas que haviam antes. E o que mais me feriu foi não ter dito a elas o quanto eu me importava.
De repente eu chorei.
Chorei pelo relógio, que mesmo quando está parado faz o tempo correr. 
Chorei pelas músicas que eu cantava com tanto fervor e que não tocavam mais nos rádios.
Chorei pelas minhas ideias, pela revolução que eu desejava fazer, pela vontade que eu tinha de ser a diferença.
E enquanto eu chorava, a mente projetava imagens. Coisas que vivi,que senti, que falei, que ouvi...
Quantas coisas eu havia feito, eu não tinha a dimensão. Eram muitas. Poderiam ter sido maiores, mais significativas, mas, eu percebi que se fossem diferentes...eu não seria quem sou. E talvez eu não tivesse chegado onde estou, e nem colocando agora nesse texto as reticências, porque enquanto não houver o ponto final a história não termina...

pense nisso.

Fiz essa reflexão pensando em como o tempo escorre...e não percebemos. Pare 15 minutos do seu dia e veja esse filme:
http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=5637

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A graciosidade da língua francesa

O idioma francês é uma das línguas mais faladas no mundo. Isso é fato.
E na minha concepção é o mais bonito.Não que eu idolatre as culturas alheias, mas o idioma francês tem um certo romantismo, um ar de nostalgia e poesia.
Pode ter sido causado pela forte influência cinematográfica ou pelos romances que contam as mais belas histórias de amor que se passaram na França.
Mas temos que concordar que o idioma francês tem um som agradável, sonoro e charmoso. O movimento de fechar os lábios em um formato de" bico" para pronunciar as belas palavras francesas deixa qualquer frase mais bonita.
É elegante.
Há algum tempo nasceu em mim o desejo de aprender a língua francesa, para ter o diferencial na minha profissão e por desejo pessoal.

O bacana disso é a curiosidade. Não só pelo idioma francês, mas pela vontade de estar se especializando em algo, estudando algum assunto, se informando sobre temas. Isso tem um poder benéfico na vida do ser humano, já que faz com que nos sintamos vivos.





"Excessivement gaie, excessivement triste,

C'est là que j'existe."

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

metade de mim

Novidade é ser amado de verdade.
Não é fácil encontrar alguém que te queira do modo que você é. Parece clichê, mas não é.
Fala-se muito em amor, encontro de almas, procura pela pessoa perfeita e pouco se faz.
E quão maravilhoso seria se quando a gente amasse fosse correspondido. É, isso não acontece sempre.
Mas sabe o que é melhor ? Vale a pena entregar o coração, mesmo que o outro não tenha tanto cuidado com ele, você fica mais humano.

Eu estava realmente me apaixonando e tô assumindo isso aqui, fiz o que eu pude, mas não era eu a pessoa que ele queria. Talvez eu fosse certinha demais, ou conhecesse música demais. Ou para falar a realidade, ele não gostasse de mim do jeito que eu imaginava.
E por que ele não me avisou? Era só falar : " Ei, não goste de mim assim!" Mas não foi o que aconteceu. Tudo bem, passou.
Na verdade não era nem para tá escrevendo isso aqui e tornando esse sentimento público, só que eu precisava de algum modo pra matar ele de vez. Matar dentro de mim.
Há instantes em que ainda sinto vontade de soltar uma lágrima, mas eu decidi não deixar mais elas cairem por esse motivo.
Eu sou extremamente romântica, acredito sim no amor, e vou sempre acreditar. Mesmo que eu quebre a cara outras vezes, ou que caçoem de mim.

E eu escrevo agora aqui porque ainda acredito em sentimentos, em verdade. Porque quando eu dou os meus sentimentos, eles vão por inteiro.
Não sei ser metade.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Fácil de entender, difícil de explicar

Tenhos costumes estranhos,nostálgicos. Quando o dia não está muito bom eu tenho um ritual que sempre funciona para levantar meu astral.
Vou para o quarto, ligo o som com uma música bem tranquila, sento no chão e pego um baú onde guardo lembranças, cartas, fotos e meu diário.
Leio tudo aquilo que já foi lido 1000 vezes, mas que em cada lida ganha um novo significado, lembro de tudo de maravilhoso qe já vivi e das pessoas bacanas que encontrei.
Me renovo. Levanto, vou para o banheiro, tomo um banho de horas, às vezes choro, às vezes rio. Lavo os cabelos. Tiro a sujeira e o desânimo.
Visto uma roupa que só tenho coragem de vestir quando estou em casa, mas que é a minha preferida. Vou no quintal e fico embaixo de uma grande arvore que acabou se tornando minha confidente. Penso na minha existência. Começo a cantar músicas que gosto.
Ando. Volto para minha casa, sento no sofá e assisto a novela como a minha mãe.
De repente, não lembro mais da tristeza que senti e refaço o meu dia. Ah...como viver é maravilhoso, nunca tive dúvidas.


*Pauta para a Capricho 'Guilty pleasures - Que pequenos prazeres vocês se permitem para animar um pouco a vida?

Quanto barulho

Não achei nada de mais, essas coisas acontecem mesmo. Não foi a primeira e nem a última vez que uma prova dessa foi remarcada. o que tem de extraordinário?!
Não vou esquecer do que estudei daqui pra lá, o bom nessa mudança é porque vou poder mudar meu local de prova, nada mais.


Pauta para o site CAPRICHO
Enem: e agora? O que vocês acharam dessa confusão toda?

domingo, 4 de outubro de 2009

A excêntrica família de Antônia


Excêntrico. É aquilo que se distancia do centro, e o centro da sociedade nem sempre é o melhor, e só descobriremos isso com a visão crítica e questionadora que a filosofia pede que tenhamos.
“E assim, tanto quanto esta crônica, nada se conclui”. É o grande paradoxo da vida, já que se imagina que a morte seja o final da existência. O filme ‘ A excêntrica família de Antonia’ retrata um conjunto de histórias trágicas e utiliza das metáforas para discutir os mais profundos questionamentos da vida humana.
A alma feminina, a arte, a filosofia, a inteligência incomum, o homossexualismo, o suicídio, o tempo e a morte natural são objetos englobados nesta obra que beira o surrealismo, mas que consegue levar o espectador a uma viagem reflexiva pelo próprio ser.
Desde cedo aprendemos a nos relacionar com o tempo de maneira com que devemos tê-lo como algo extremamente frágil, como a própria vida é. E é a partir da forma em que o tratamos que a nossa existência é desenrolada,
“O tempo não cura as feridas, mas alivia a dor e embaça a memória”, é essa a relação que os personagens mantêm.
Mesmo de maneira alegórica e com personagens um tanto quanto bizarros, o filme revela o quanto podemos nos tornar prosaicos se não perseverarmos naquilo em que temos no nosso ser.
Durante a nossa vida nos deparamos com situações que pedem que sejamos desprovidos de qualquer preconceito e de qualquer pensamento que possa nos prender a ignorância.
E o mais glorioso é terminar a construção da sua história como quem desenhou com cuidado e verdade todos os detalhes da criação do que poderia ser comum, mas que se torna único, como qualquer pessoa do universo.
Na imagem clássica do cotidiano de uma família não tão clássica que vemos muitos conceitos que seriam contraditórios com o que a sociedade impõe, mas que pela generosidade da matriarca Antônia ganha outro desfecho.
Dificilmente iremos pensar em tantas questões filosóficas de uma só vez como quando assistimos esse filme, é como uma grande explosão de pensamentos:
O que é a morte? Existe Deus? Existe pecado? E a religião é a dona de toda a verdade?
Questões tais que não teremos respostas imediatas e nem com muito tempo, já que se trata de algo individual de cada ser, partindo do principio que nenhuma verdade é absoluta e toda verdade é relativa.
No final do filme, fica a frase ‘ A vida quer viver’, nos mostrando que embora haja inúmeras tragédias pessoais de uma forma quase inexplicável a vida se recupera, se transformando naquilo que as nossas escolhas determinam.
Embora nem sempre acreditemos que temos um poder incrível de escolha, mesmo assim o destino percorre as veias do universo formando algo maior, mais amplo, que só com o poder questionador sobre algumas dúvidas podemos responder.
Sendo que o maior aprendizado que tiramos da vida todos os dias, é que não existe fim, o que há é uma visão aberta da existência de todas as coisas.
Quem eu sou? De onde eu vim? Quem rege essa grande ordem onde estamos inseridos?
Não há estudo que comprove, não há resposta que explique, não há filme que mostre.
O que há, e vai haver sempre é a sede de conhecimento, que pode não esclarecer tantas dúvidas, mas irá mostrar um mundo mais verdadeiro.

Marìlia Macedo

Basta nada

Viver é um momento. Contemplar.  Viver é um sopro. Lembro-me do primeiro contato com o morrer. Eu tinha cerca de cinco anos. De mãos...