segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ensaio sobre os segundos


O corre-corre nas avenidas mostram como estamos lidando com o tempo. Pérola rara de poucos escolhidos, o tempo não saúda mais todas as pessoas, nem aos jovens que são seus preferidos.
Há aqueles que esperam do tempo maturidade e certezas, cobram dele o que as vezes ele pode não dá.
O tempo não é tão sábio, ele tem medo de falhar, e por esse motivo procura tanto a perfeição, talvez para que não nos decepcione.
E ainda temos aquela falsa ideia de para sempre que faz com que o tempo se sinta triste, ele gosta de ser momentos, faíscas de eternidade, e nós tiramos dele o direito de ser pouco.
As relações com o tempo mudam, para os apaixonados ele passa tão depressa, para quem espera a morte ele demora muito, para quem sabe que vai ganhar um presente ele é uma agradável surpresa.
E para mim que escrevo sobre o tempo, ele corre, passa tão rápido que mal posso senti-lo e quando dou por mim já se passaram os sagrados minutos do dia.
As engrenagens do relógio que comanda toda essa loucura esta emperrando, e de onde estou posso ouvir o barulho do tic-tac ficando cada vez mais longe.

A única verdade sobre o tempo é que ele passa sem deixar rastros, e quando percebemos isso já não temos o frescor da juventude, e mesmo que decidamos ser tudo que não fomos, não será como poderia ter sido, já que o tempo passou e o nosso corpo não é tão rígido.
E sabe qual a melhor coisa a se fazer ?! Não fale sobre o tempo, não comente sobre a chuva, não reclame do horário, sinta os segundos e respire fundo.
Só por hoje, aceite o dia, e viva o tempo, como aquela velha frase clichê que vive tatuada nas costas de quem tem necessidade de dizer que vive intensamente : Carpe Diem.
"Que algumas poucas vinte e quatro horas
Quase joguei minha vida inteira fora. "
Legião Urbana

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Só em mim.

E dentro de mim a poesia faz moradia.
E o corpo esquece que é corpo,
pensa que é palavra.
E respira dúvidas,
sua sonhos,
sente a escrita correndo pelas veias.

Poesia que faz o corpo estremecer,
quando fala de amor e paixão,
sente queimar.
Quando fala em saudade,
sente as lágrimas escorrerem por todos os poros.

O dom.
O corpo.
A poeisa.
Os sentidos.
Os sentimentos.
como um só.
Como vários,
em um só.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

sinto um movimento novo, no ar...

E quando o dia começou era como se eu sentisse um novo clima, ouvisse uma estação até então desconhecida.
Foram mudanças drásticas, novo amor, nova cidade, nova rotina, modificaram-se as visões. E eu deixei a maré me levar.
Diante da vida sempre fui ponderada,cautelosa, até medrosa. Queria mudar, mas o medo me congelava.
Mas de repente do azul com amarelo se fez o verde, e eu deixei as cores pintarem as partes vazias que não me deixavam ser completa.
Tinha algo nele que me preenchia, a nova rotina era necessária, e o dia se fez outro, se fez novo.


Oi,gente ! ficarei um tanto afastada, mas presente. A universidade começou, o jornalismo chegou e o amor também. :)
Durante esses dias estarem catalogando imagens, pessoas, gestos e transformando em textos, rascunhos, poemas.
obrigada pelo carinho e atenção de sempre. :)

Basta nada

Viver é um momento. Contemplar.  Viver é um sopro. Lembro-me do primeiro contato com o morrer. Eu tinha cerca de cinco anos. De mãos...