segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Do que o tédio é capaz

É incrível como passamos a maior parte do tempo reclamando e mendigando um tempo livre, assim do tipo, nada para fazer.
Mas, quando nos deparamos com esse nada para fazer a longo prazo, ele vai se transformando em um um monstro perigoso chamado: TÉDIO.
E ele vai tratando de colocar rapidamente as mangas de fora, te deixando ansioso, estressado, e com uma baita e quase que incontrolável vontade de sumir do mapa.
Pois então, minha vida anda assim, não passei no vestibular, preciso de dinheiro para fazer um cursinho, então, terei que trabalhar, suar a camisa.
Fora essa questão de não ter nada definido do que irei estar fazendo durante esse longo ano, tem as minhas férias, que se não tivesse aparecido um personagem especial, teria se transformado em um Big Brother forçado, sem Bial e sem prêmio.
Sendo que, sem nenhuma dúvida o malvado do Tédio iria não mais me sufocar, e sim me matar.

A vida é mesmo uma grande ironia, há alguns meses atrás eu não via a hora de sair da escola e ficar livre disso tudo, agora eu me vejo com o choro preso por não precisar de material escolar, (mas que com a graça de Deus será por um curto período de tempo.)

Pois é, nada para fazer, tédio, férias, nada de material escolar, mas com aquela vontade louca de ir, de sair, de estudar e me formar.
que agora, por acaso, voltou a indecisão entre Ciências Sociais e História.
Aberta a opinião de vocês, meus queridos leitores. Teremos mais um ano para decidir.


sábado, 3 de janeiro de 2009

Eu sou verão, um dia barulhento de sol, um dia silencioso de chuva.                                                                             Espécie rara e tão comum de ser.                                                                                                                             Sou uma folha rabiscada, uma caneta colorida, uma borboleta tatuada.                                                                Na tristeza sou Carlos Drummond, na alegria sou axé, no pensamento sou filosófica,e no nada sou só eu.         Sou um livro estrangeiro, uma música cigana, uma hippie inconformada, uma estante parada, uma moto na estrada.                                                                                                                                                                        Sou coca-cola, coxinha de catupiry, Zezé do Meu Pé de Laranja Lima, a música Choro de Fábio Jr.                    Sou lilás, corinthiana, legionária, sonhadora, realista, sou palavras que grifo por aí.                                              Sou cetim, um belo vestido acinturado, um poema inacabado, sou uma havaiana, mas prefiro pés descalços.

 Sou um corpo,um rosto,uma alma, sentimentos, palavras, sorrisos e afins.                                                         Sou metade da fé que tenho, sou um plano de Deus.                                                                                        Sou história, revoluções, a perseverança, um processo.



ps: 1º post do ano, fui pré-classificada no vestibular que fiz, agora é a imensa ansiedade pelo resultado, sinto uma mudança interna muito grande, a vida vem ganhando forma. obrigada a todos pela atenção e carinho, especialmente a Flá Costa* e a Alexandre ALF. 


*Eternamente a minha preferida e querida Flá !

Basta nada

Viver é um momento. Contemplar.  Viver é um sopro. Lembro-me do primeiro contato com o morrer. Eu tinha cerca de cinco anos. De mãos...