segunda-feira, 30 de junho de 2008

Des-coberta

Em meio a livros de história do mundo que contam os detalhes das antigas civilizações, de guerras inúteis, de gente pequena e mesquinha, me vejo agora.
Tentando parecer preparada para uma prova que tem como tarefa medir o quão de conhecimento eu pude adquirir durante meus 14 anos de vida estudantil.
Quando na verdade eu preferiria a vida dos nativos, de um índio das terras desconhecidas antes de ser des-coberto*, porque na verdade eles não foram descobertos, foram vestidos, isso sim.
Eles viviam despidos diante da magnitude das florestas, confiavam nos seus deuses e não usavam o facão contra o branco ( eles não tinham facões,nem conheciam o branco).
Trocaram dignidade por espelhos, cobriram o corpo do índio com chita, lhe enfiaram na cabeça o Pai-Nosso e o pecado,
e eu, hoje, séculos mais tarde os estudo como selvagens.
E me pergunto se seria melhor estudar história para conseguir um emprego de professora ou viver em alguma tribo do Novo mundo sem precisar ter a minha inocência atacada pela ambição dos homens vestidos.
Se aqueles da pele cor-de-neve imaginássem que as armas deixadas com os índios seriam usadas contra eles diante do mundo, talvez a rota das caravelas fossem diferentes.
O pior de todas as coisas que somos obrigados a ver é o quanto somos civilizados para viver em uma sociedade selvagem e doente.
Gostaria de não ter livros, de viver des-coberta e de poder olhar ao meu redor sem ter medo de uma bala perdida.
Com toda sinceridade, queria ser índia.
Que não precise de punição, nem terras doadas pelo governo, de cotas e de facão para me defender.
Ser livre, bastaria. Uma selvagem livre.


Pareço alguma substância heterogênea no planeta ao qual pertenço.
Como não há modo real de voltar ao passado,
estudo ele.
Para talvez entender questões que me atormentam, para desvendar lendas e desmistificar heróis.
Essa é a minha missão na história.


Volto ao livro.
(que por sinal é muito bom,
"História- das Cavernas ao Terceiro Milênio, editora Moderna)





ao som de Legião,
talvez venha daí tamanha inspiração.
Salve Renato!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Ligada

O tempo palavrinha que resume tudo que se viveu, e que não exite mais.
Sinônimo também de algo intocável, mais real.
Ele passa cortado em segundos,minutos,horas,dias,séculos.
O homem inventou formas de contar o tempo que nos fazem ter a sensação que ele anda ainda mais rápido.
Ele pode ser aliado da criança que espera o sorveteiro, e inimigo da mulher de 40 solteira, pode ser companheiro do amor e revoltado com a saudade.


Pode ter várias faces de uma mesma realidade,
e por isso ele consegue ser ainda mais incrivel do que já é.


Tenho pelo tempo apresso especial, apesar de por vezes odiá-lo, sou ansiosa assumida.
Mas é ele quem me vê crescer, desabrochar e evoluir. Se o tempo ficasse parado não existiria as estações,nem o destino, o planeta não seria redondo e nem o cabelo cresceria.
Minha relação com o tempo é estável, sei que ele passa, e que me leva junto, mas sei também que preciso estar em sintonia, senão fico empacada na vida.
Sem deixar de olhar ao relógio,contar os dias e sentir saudade, o tempo é meu amigo.



Um post esquisito, para tentar falar sobre algo que não se define, mas que todo mundo sabe que existe.
e você, qual sua relação com o tempo?

Vida vazia,saudade sua!

Ando de saco cheio de tanta pretensão, de gente que se acha mais importante que outra por estar na "moda", de palavras vazias, de risadas falsas e de ter que ouvir baboseira.
Tudo é muito discutivel quando o assunto são seres humanos, esses seres feitos de pele e osso, e completados com sacos de hipocrisia.
Claro, que não se pode generalizar, eu não tenho razão suficiente para afirmar nada, e sei lá se um dia vou ter.
Preciso preencher esse espaço vazio, com alguma coisa construtiva, chega de sonhos e ilusões, isso é um abismo.
Tenho que enxergar que nem todas essas fantasias existem, fico vivendo de passado, tenho que querer viver o novo, a realidade e não ficar parando por todo momento para olhar pra trás.Ficar viajando em situações que não aconteceram, é furada.
Fui a um show do Bruno e Marrone essa semana, me diverti pacas, foi super bacana. Mas a quantidade de gente vazia é grande, tipo a música " vida vazia, saudade sua". E o pior é ver os casais apaixonad0s se declarando, e eu lá, coitada.
Mas tá valendo,né?

Falta uma semana pra começarem as aulas, não nego que estou morrendo de saudade de estar cansada dos professores.

Com tanta coisa pra dizer, e eu falei meia dúzia de palavras repetidas.
Vou pensar em alguma coisa bacana e volto depois, com lay novo também!

beijo gente!

domingo, 22 de junho de 2008

Sorrir


Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...
Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Frejat
Leve a vida numa boa!
e como diz a propaganda: Pegue leve!
beijo

sábado, 21 de junho de 2008

Poema totalmente do contra

"é melhor mesmo continuar escrevendo
essas frases curtas, que assim amontoadas,
dão um ar de coisa, coisa pensada,e nem é, sabe?
nem é importante..."
não sei não onde estou, de onde devo continuar, ou para onde devo ir.
É muito confuso olhar a vida do ângulo que eu estou.
às vezes tudo parece se encaixar, num outro instante vira ilusão.
tenho coisas para fazer, livros para terminar,
e não consigo.
poderia passar horas olhando pro nada.
pode chamar de preguiça,talvez seja mesmo.
Queria por alguns momentos esquecer do orgulho,
da saudade,
da vaidade.
Do mundo.
Esquecer de mim.
ps: Tô precisando me distrair,
como dizem por Sergipe, desembaçar a mente.
Viajar talvez,
ou ficar em mim, longe de das horas.
Galera, bom são joão!
Bom descanso!
e a gente se vê por aí!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Sonho valioso

Todo mundo em algum momento da vida teve um artista pra admirar, eu tive vários, a minha infância foi toda apaixonada por Eliana e por Sandy.
No início da adolescência eu era fã de Felipe Dylon(?!), Rouge (Assere rê!) e por Sandy se perdura até hoje, não na mesma intensidade.
Mais foi aos 14 anos que eu descobri minha razão, Fábio Jr!, é, ele mesmo!
Foi ele que me fez pegar 100 reais emprestado para ir ao show em uma capital que eu não conhecia, fui com pessoas que eu não tinha muito contato, e arrisquei ir no dia do show, sem ingresso.
Quando eu chego lá, a surpresa: Não havia mais ingresso!
Sorte(?) que tinha uns cambistas extorquindo dinheiro e lá fui eu, paguei o dobro!
é... o dobro!
Viajei de carona, levando roupa,sapatos e até shampoo emprestados, só com o sonho de fortaleza.
Cheguei ao local do show com uma hora de antecedência, tava um frio desgramado, e lá só tinha umas senhoras,
é... pra quem não sabe o show de Fábio Jr apresenta o público totalmente feminimo, um ou dois gatos pingados de homens, e a maioria de mulheres solteiras loucas(!) por ele!
E eu, na época com 16 anos, com a minha cara de 12!
Vejam só onde eu fui me enfiar.Sonho é sonho,meus caros!
Como eu só tinha dinheiro para o local afastado e apertado, fiquei lá.parecia estar nestesiada, sinceramente, até hoje é difícil acreditar que eu cheguei perto dele.
Já pro final do show ele cantou "Se eu não te amasse tanto assim" e eu chorei muito, passou um filme,em como as pessoas que me amam me ajudaram a estar ali, depois ele cantou "Felicidade", só que antes ele falou uma mensagem e de como é importante acreditarmos em nossos sonhos, e eu fiz o que ele mandou.
A casa de show estava escura, tirei a sandália, pulei um gradizinha que separava a platéia dos camarotes e fui correndo.
Atravessei todas aquelas granfinas que estavam perto dele, e cheguei a berada do palco, descalça,com a maquiagem borrada do choro, e subi em uma cadeira que estava vazia e comecei a gritar: Fábiooo! Fábio!
Aquilo pra mim já não era a questão de estar perto do cantor que me embalava nos momentos de solidão, era a conquista do meu sonho, de passar por obstáculos e acreditar!Passei a música toda gritando, até que ele segurou minha mão.
Voltei correndo pra platéia onde minha prima estava me esperando, e descalça, sai corrend0 pra o lado de fora da casa de show, o espetáculo estava terminando e logo ele iria sair,
Fiquei lá, na chuva...
Discutindo com os seguranças , que juravam que ele já tinha saído, mas meu coração dizia que não.Quando sem esperar sai um carro, um Honda Civic cinza, e uma mulher gritou:-Ele está ali!, todas as outras mulheres ficaram paradas, e eu percebi que era a minha chance!
Corri até o carro(que estava andando!) e bati com toda minha força no vidro, quando sem eu esperar ele abri o vidro e segurou minha mão, não falei nada, não pedi foto, nem autografo, era meu sonho materializado, e ficaria gravado só na minha memória.
Continuei segurando, com o carro caminhando, até que bati o braço do Fábio, no vidro mesmo, quase fiz um estrago.
O carro se foi e eu fiquei, na chuva, descalça, maquiagem borrada, cabelo inchado, e minha prima veio correndo: -Lila, você conseguiu!
E um misto de felicidade,gratificação se misturaram em mim.
Sem pensar no artista, eu pensei no sonho, que só foi possível porque eu fui louca, de ter pego dinheiro emprestado,de ter invadido o camarote,
e descalça, com meus sonhos gravados no suor das minhas mãos.

Teve muitas entrelinhas, que não contei aqui.
Mas quero só deixar marcado, que o sonho só é possível pra quem tem coragem de se arriscar, de parecer rídicula...não tenho mais nada a falar.
Só que depois disso, admiro ele ainda mais, e faria tudo de novo.
Aliás, vou fazer em uma outra oportunidade.


.dia 26/05 essa aventura completou 1 ano!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Um alienada consciente


Hoje eu vim perceber como sou egoísta.
esse sentimento pequeno, e tão cheio de si que carregamos as vezes escondidos, ou em casos piores, escrachados, diante de toda uma população de gente incrivelmente igual.
Seres de um mesmo planeta, tão distintos(?) como a água e o vinho, que apesar de terem estado físico idênticos apresentam ingredientes diferentes.
Como pode uma pessoa do nordeste brasileiro ser comparada a um japonês pop?! Ou um americano do norte que vive em meio a tecnologias mil ser igualado ao americano central que vive em plena ditadura do século XXI.
São essas questões que me intrigam, que me levam a pensar que somos de planetas diferentes. Uns podem ser de Marte e outros de Saturno, talvez (?!).
É, pode ser papo de uma alienada que vive em um mundinho de interior que nunca foi a um teatro,nem a um cinema.
Pode ser.
Mais também pode ser conversa de uma garota que pisa o pés no chão em que ela acredita, e vive sim num mundinho de interior, mas que não se deixa enganar por qualquer coisa,
que tirou seu título eleitoral confiando que pode fazer a diferença,porque não?

Não falo esse monte de coisas para fazer parte do clubinho eba-eu-sou-bestona-e-confio-em-políticos!
Coloco minha opinião dessa forma, por desejar ser diferente, porque deve haver em algum lugar desse planeta algum político bacana.
O mundo tá uma porcaria, mas não vai adiantar nada falar que ele tá uma porcaria e não fazer nada.
E também não vai adiantar ler esse texto balançando com a cabeça em sinal de confirmação, e acabar de pensar nisso quando fechar essa página.

Meus caros brasileiros, não sou exemplo pra nada, escrevo com erros de concordância e ainda estou terminando o colegial.
Sou só mais uma de milhares de revoltados que vai fazer da vida alguma coisa como forma de ajudar quem realmente precisa.
Acredito em exemplos,na melhora do país, e se for preciso usar minha reles e mortal sobrevivência pra isso, estamos aí.

Esse papo de desistir comigo não cola.

domingo, 15 de junho de 2008

um anjo


No íntimo mais seu, ela sempre quis ser um anjo.


E ela era.
Talvez um exemplar sem asas, que não conhecia o céu de perto, e que não falava a língua dos anjos.
A menina sabia que sua alma incandescente fazia dela especial, ímpar e distante daqueles que julgava normais,
dos seus olhos caiam um brilho distinto, na sua imagem vinha derramada histórias de perseverança.

era um anjo,
Com asas transparentes.
Com o céu nos olhos.

A menina era confusa, falava em sentimentos que os outros não conheciam,
suas lágrimas encontravam o chão,
e ninguém percebia.
Talvez porque ela fosse um anjo sem saber.

Era a lua sua companheira, as estrelas não permitiam que ela desistisse,
o sol nascia todos os dias por ela.
A chuva fazia questão de deixar tudo lavado,
as flores abriam em um dia especial para presenteá-la.
E em momentos de desilução, um senhor chamado Jesus vinha e colocava-a no colo, levando embora as angústias.
Todos amavam a menina,não que não amasse os outros,
amavam sim.
Ela não era o único anjo,
a diferença estava porque mesmo enxergando o cinza dos dias nublados,
ela sabia que o sol iria voltar,
e acreditava com todas as forças do seu coração na imensidão da justiça divina.

" ela acreditava em anjos, e porque ela acreditava, eles existiam."



* A impossibilidade das coisas existirem está em quem acredita,
se o seu coração confia,acontece.
O tempo é aliado daqueles que permitem
que o amor toque o seu coração.

sábado, 14 de junho de 2008

Meu amigo chato



Shaushishão, é meu "blother"!
Ninguém fala mal de meu amigo não!



Começo esse texto que vai falar de uma pessoa especificadamente, com frases do "Zorra Total", que eu uso normalmente para brincar com Mateus.

Semana passada a gente brigou! =/
Pirracei mesmo, assumo,e ele amassou minha revisão de matemática, discutimos e paramos de nos falar.
Nos primeiros dias eu não estava nem aí, e acho que ele também não,eu estava virada na pé com a boçalidade dele!
Mas, 3 dias depois eu já não tava bem.
5 dias, e eu já chorava quando minha prima vinha perguntar:-"Lila,já tá falando com Shaushishão?!"
Apesar de ser mais velha que Mateus 5 meses, sou bem mais criançona, e zuadenta, minha maior razão de sorrir na escola é pertubar ele.
Puxo o cabelo dele, belisco, dou tapa, grito "Shaushishão!",faço piadinhas que só eu dou risada e muito mais.
Só que ele também não deixa de graça, me chama de velha, doida de pedra, me belisca...
Na sala que nós estudamos ninguém suporta, mas eu não ligo, considero muito ele.
E nossa amizade é assim, Mateus sabe que pode contar sempre comigo, e eu espero poder contar com ele.
No ínicio, quando nos conhecemos, não vou mentir, achava ele um menino bonito, mas babaca, cheio de marra, metido a "o melhorzão".
Sentia um carinho especial, e isso não permitia a amizade de verdade.
Depois de alguns meses ficamos colegas, falava de assuntos de escola e pronto.
Um ano depois, ele é o garoto mais feio do mundo, minha dupla de trabalhos de escola, meu amigo, gosta de me dá uns conselhos que me fazem chorar quando eu chego em casa.
Eu não consigo passar por ele sem falar ou fazer alguma pertubação.
Graças a Deus, eu pedi desculpa, ele pediu desculpa também, e está tudo bem.
Se isso não acontecesse, quando eu fosse assistir Zorra, e visse Shaushishão eu ia abrir um berreiro!
Eu sou a que conhece as músicas do fundo do báu, que canta como ninguém: "Subi a serra,me deixou no boqueirão...", que dorme cedo, que é meio "tabaroa",que de vez em quando explica o assunto do teste, que que ser de qualquer jeito criança,e como ele diz: "Marília, às vezes parece que você tem 12 anos, e outras vezes parece que tem 60".
E ele é o que pega meu celular e vai direto pra música "histórias, nossas histórias, dias de luta,dias de glória", que deixa a unha crescer pra fazer o barulhinho, que atende o celular com um "oê!", que não diz obrigado, diz "valeu,valeu", que passa na rua e fala"treitheira!"


Mateus é meu amigo, com seus defeitos,
mas também com muitas qualidades,
que me permite ser quem eu sou,
apesar de reclamar.



É um retardado,
o gato da bruxa do 71,
mas é meu "blother"!






ps: essa imagem é muito linda!
é o meu avião da sorte!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Namorar é


O amor sentido na forma explosiva é chamado carinhosamente como paixão.
Essal tal de paixão que cega, tira a fome, o sono e arranca suspiros é responsável pelo interesse repentino em estar perto de alguma pessoa.
Namorar é aprender a lidar com a sua liberdade e respeitar a do outro.
É desejar todos os dias aquele mesmo beijo, é o prazer em uma conversa, é assistir um filme que você normalmente não veria, mas que para estar perto da pessoa você vê, ou finje que vê, afinal vocês vão ter coisas mais interessantes para fazer.
Namorar é quando a paixão acaba, mas o desejo de estar perto permanece,
é olhar para aqueles olhos e sentir o mesmo arrepio ao segurar a mão.
É não se arrepender ao não ter ido para aquele show que todo mundo foi, mas que o seu amor tava doente e precisava de você.
Namorar é dançar sem saber, é um telefonema de horas, é pegar um ônibus, enfrentar uma fila e abrir um sorriso, mesmo molhado da chuva ou com os pés apertados em um sapato, ao ver aquele proprietário do seu coração.
Namorar é ter um amigo, um cúmplice, um amante, um ser humano que você pode confiar e que seu coração pode amar sem medo.


Namorar não é simples, mas também não é complicado,
não se entregue sem amar.
Não namore sem gostar.

O beijo pode ser bom, o abraço pode ser bacana, ele pode te amar e ser um cara legal,
mas se o coração não bater forte, e se seu sorriso não aparecer quando você lembrar de algum momento bom, saia dessa!
Um namorado não é a carência de estar sem ninguém num domingo,
Um namorado é a voz que você vai querer escutar no pior dia da sua vida para te acalmar e no melhor dia para te abraçar.








Para quem tem namoradoª: FELIZ DIA DOS NAMORADOS!
Para quem não tem: BOA SORTE,UMA HORA ELEª CHEGA!






um dia eu vou ter esse cara para ouvir essas coisas que eu escrevo,
que vai me olhar naqueles dias de olheira e cabelo rebelde e dizer:
te amo meu anjo.
amém!

terça-feira, 10 de junho de 2008

O planeta


Escrever para o mundo, foi um conselho que ouvi a pouco tempo.
Não sei exatamente o que isso pode significar na minha vida, tão pequena, diante da imensidão do planeta.
Sou uma jovem que tem medo da violência, do aquecimento global, da crise dos alimentos, da política, dos países vizinhos guerriarem, e de coisas que amedrontam os adolescentes comuns, como de ficar sozinha, de não passar no vestibular.
A minha ânsia de sobreviver nesse mundo é o que de maior eu tenho.
Tenho fascínio pela vida, pela respiração , pela lei da gravidade que nos prende no chão, e pela imaginação que nos leva para o céu.
Como li uma vez, uma frase vem sempre na minha mente:"Os seres humanos me assombram", eu penso nisso com cautela, para não julgar ninguém, mas é dificil.
É complicado confiar, olhar nos olhos de quem não se conhece, acreditar em palavras comuns.
Para escrever para o mundo, preciso conhecê-lo.
Não sei se teria coragem.

quase


Gente, assistam hoje o programa "É o amor" na Band,
começa 22:00h,
e venham amanha aqui no blog para ler o post sobre o Dia dos Namorados!

beijo galera.

"os dias andam esquisitos. vamos ver no que dá."
ps: leiam o post de Amália,tá muitooo lindo!

sábado, 7 de junho de 2008

hãm?

calada,sem motivos.
palavras elaboradas.
sentidos inconstantes.
sem nada pra dizer,
com o sufocante desespero de descer,
do planeta, das nuvens, da realidade.

encostar no chão por alguns segundos,
e voltar para o alto, longe de tudo.

quero ir,
alguém pode me levar?

sexta-feira, 6 de junho de 2008

não sei mais


O que me dói é ver a vida me levar aquelas coisinhas que eu queria ter como esperança para o futuro.
Tô chateada, com muitas situações, briguei com um amigo(magoada =/), chateada com o rumo que o destino vai escrevendo, com meu cansaço, com a preguiça, com a incompreensão, com o passado errante.
É não tô em um bom dia pra falar, aliás, tem um tempo que não tenho inspiração, teve o domingo que foi perfeito, um dia tranquilo e com paz, tive um bem estar como não tinha a tempos.
Mas, nós seres humanos, temos o péssimo costume de lembrar mais dos momentos não tão bons.
Não sei se tô errando, se ando falando demais, se ando ouvindo demais, algo não está certo, é a única coisa que eu tenho absoluta certeza.
Queria poder vir aqui e gritar para vocês: TÔ FELIZONA! mas eu não estou =/
Não sei o que fazer.
Tenho uma vida razoavelmente boa, e como eu vivo falando:"Pior é na guerra, que a gente não sabe se volta."
Só que eu não estou bem. Dá para alguém enxergar isso?
Não me permito incomodar ninguém, nem minha amigas que são maravilhosas,nem minha familia que tem coisas mais importantes para se preocupar, nem o cobrador do ônibus que eu não conheço e nem minha cachorra que infelizmente não fala.
Por isso, tenho que vir para aqui, e falar pra vocês, que por sinal não também não tem nada a ver;
Uma hora me canso e páro de me lamentar, afinal,
minha vida não é tão ruim quanto eu quero falar, ela é boa!
Desculpa,certo?


Eu só queria ser feliz,sabe?
um pouquinho que seja.

eu sou feliz,
mas hoje não quero assumir.




ps: ando cansada de escrever coisas ruins,
prometo que só volto quando tiver alguma coisa legal pra falar.



quarta-feira, 4 de junho de 2008



"...e as feridas dessa vida, eu quero esquecer."

Errei. Mas, isso também passa.

domingo, 1 de junho de 2008

Crescimento




Há muitos dias que não permito essa paz que estou sentingo agora.
Um dia de domingo, na minha casa de verdade(na semana moro em outra cidade), um macarrão com molho de requeijão cremoso,Fábio Jr. no som, coca-cola na geladeira e ainda ouvir pelo telefone o som das vozes de pessoas que amo muito.


De verdade, minha vida mudou algumas coisas desde a ultima vez que a gente se viu;
Planos mudaram, agora ando indecisa entre história e psicologia, e penso em fazer um concurso público,preciso ter a vida estabilizada.
Como você disse a minha voz mudou, não é mais de menininha(ainda sei fazer essa voz quando quero alguma coisa), mas aprendi a ser forte, a decidi se quero ir ou ficar em qualquer lugar que seja.
Agora, eu já não sou tão vaidosa, gosto mesmo de ler, mas não é por isso que vou deixar o cabelo curto.
Pois é, tô deixando o cabelo crescer, logo logo ele vai estar no meio das costas, cheio de ondas é verdade, mas tá bonito.
O aparelho pra consertar as imperfeições, o óculos que só uso no computador(que por sinal não estou usando agora).
Meu currículo mudou, já trabalhei em uma locadora de filmes, digitando provas na escola e atualmente estou dando reforço de Geometria para uma menina da 5ª série.
Sou esforçada, e as pessoas gostam de mim.
O maior objetivo que tenho é dar orgulho a minha família, e ter uma fazenda. Adoro a natureza e quero ficar perto dela, queria comprar uma vaquinha, mas aqui em casa não tem espaço, então adiei essa vontade para quando eu comprar minha fazenda,o nome vai ser "Fazenda Nossa Senhora da Poeira Sacudida". =]
Também quero escrever um livro, comprar uma bolsa e um óculos escuro para parecer mais velha.
Não sou mais menininha, só não entendo porque ainda tremo, fico com bochechas coradas quando alguém fala de mim.
Leio poemas de Mario Quintana,Clarice Lispector, e gosto mais de literatura estrangeira, o único clássico brasileiro que consegui ler foi Dom Casmurro.
Tenho planos de se não conseguir passar no vestibular, ir para os Eua, e quando estiver mais velha morar na Europa.
Já passei por alguns problemas sérios que me fizeram amadurecer, aprendi a dar valor ao dinheiro e que a felicidade não é eterna.
Não nego que tenho jeito de criança,mas por trás da brincadeira,existe o crescimento.
Se não lembrar tão bem de mim, te falo que não mudei muito, o tamanho (1,63m) não me deixa mentir.
Não gosto de salto alto, nem de frescurinhas, gosto de olhar para o céu e sentir paz, minha comida preferida é torta de frango,gosto de pagode e sei lutar pelas coisas em que acredito.
Nem sei porque tô contando todas essas coisas que podem não fazer diferença para você, mas queria que me visse como quem mudou muito, mas continua com a mesma essência.
Queria contar pra você que eu quero fazer esse vestibular, mas ele não vai fazer tanta diferença, porque mesmo que eu passe não vou cursar,
que tô juntando dinheiro pra passear ai pela feira das coisas do Paraguai,
mas principalmente tô indo pra olhar pra vê como você tá.
Se anda falando gíria, se o sotaque mudou, se o jeito tá diferente...
Não é por nada, é curiosidade.
Agora que já falei esse monte de coisa, vou almoçar e continuar meu domingo.


Minha saudade.
Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei
E quantas pedras me atiraram
Ou quantas atirei
Tanta farpa tanta mentira
Tanta falta do que dizer
Nem sempre é "so easy" se viver


Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer
É encostar no seu peito
E se isso for algum defeito
Por mim tudo bem.
Lulu Santos









Soletrando

Estava ansiosa esperando pelo início do programa do Luciano Huck,
era o fim do Soletrando, e eu estava torcendo pela Bahia( mas,como não estava na final.), fiquei observando as histórias pra vê para quem iria torcer.
De cara achei que não ia me manisfestar por ninguém, mas pelo caminhar da carruagem, observei Éder,acanhado, simples, e DETERMINADO.
A vitória não foi feita pra todo mundo, há aqueles que não a merecem, isso é fato.
Apesar de ser mulher, e os sexos tendem a se unir em uma competição, não gostei das meninas,
uma chata e outra debochada(desculpa,pra quem torceu pra uma das duas).
Éder sempre humilde, com cara de gente bacana, tinha noção que não sabia tudo,
como ninguém sabe, e se manteve assim até o final.
Poucas palavras conversadas, uma timidez comum para pessoas do interior diante de uma competição, mas também comum é a fé em si.
A certeza de que mesmo não ganhando aquele prêmio já era um vencedor, porque há pessoas que nascem para sê-lo, e ele é um deles.
Vencer não é fácil, perder também não.
E como ele era Rafinha no BBB8, quieto, calado e levou o jogo, na hora da vitória Bial pergunta:
- Rafinha,qual a primeira coisa que você quer falar?
E ele, poderia falar milhares de coisas,mas dá aquele sorriso levado e diz com jeito infantil:- Tô rico! Quando ontem vejo no Globo Repórter que ele ainda não gastou nada!
O prêmio já não era tão importante,o objetivo era vencer, e ele venceu.
Esse é um dos motivos que me fazem manter a fé nas pessoas, quando a gente deseja algo do fundo do coração, não agride e nem machuca ninguém, e além de tudo batalha, a gente chega, conquista.
A vida é sempre desafiante, quando sabemos jogar,vencemos.
Quando não sabemos, recomeçamos do zero.
O jogo sempre vai estar ligado, soletrando sentimentos e conquistando espaço.


"Sorte é quando a preparação encontra a oportunidade."



Um espaçozinho pra mim! Vai lá ver!

Basta nada

Viver é um momento. Contemplar.  Viver é um sopro. Lembro-me do primeiro contato com o morrer. Eu tinha cerca de cinco anos. De mãos...